
Os admiradores do rigor arquitetônico com um caráter despojado e sem muito acabamento, provavelmente são fãs do Movimento Brutalista, que surgiu na Europa da década de 1950, especificamente na Grã-Bretanha pós-guerra. Com toda destruição na Europa, muitas cidades europeias precisavam ser reconstruídas com urgência e a arquitetura brutalista veio como resposta, por ser funcional, rápida e prática.
O Brutalismo surgiu desafiando a estética tradicional, com sua formas geométricas e imponentes, erguidas com materiais rústicos de aparência bruta, variando entre o concreto, aço oxidado, pedra natural e madeira normalmente de aparência natural. Próximo do minimalismo, focado na essência do design, rejeitando o desnecessário, com espaços e designs utilitários em sua essência.
Um dos estilos arquitetônico, de design e decoração mais marcantes do século XX, o Brutalismo foi popularizado pelo arquiteto Le Corbusier, através dos seus trabalhos definidos pelas, estruturas maciças de concreto aparente, pela funcionalidade e pelo impacto visual vigoroso, onde Vigas, pilares e outros elementos estruturais, não são mascarados, mas sim valorizados.
O brutalismo foi considerado frio e impessoal, associado muitas vezes a sedes governamentais e instituições públicas, em um período que a arquitetura tentava redefinir o significado da modernidade, utilidade e resistência.

No Brasil, arquitetos renomados com Paulo Mendes da Rocha, Lina Bo Bardi e João Vilanova Artigas promoveram o movimento brutalista. Prédios icónicos da cidade de São Paulo como o Sesc Pompeia (Lina Bo Bardi), o Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia MuBE (Paulo Mendes da Rocha) e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (João Vilanova Artigas) são exemplos arquitetônicos do movimento na cidade.
O design brutalista desafia a percepção de beleza e funcionalidade, busca não ser convencional belo, mas real e verdadeiro. Através de peças que não passam despercebidas e valorizam autenticidade e personalidade, transformando ambientes em narrativas artísticas.

Um estilo que abraça os elementos brutos e rústicos da arquitetura, incorporando iluminação industrial em espaços abertos numa atmosfera funcional e esteticamente agradável. O brutalismo tem sido revalorizado nas últimas décadas por arquitetos e designers, sua crueza deliberada surge como uma resposta crua e direta à superficialidade. O concreto aparente que além de proporciona durabilidade, também serve de tela para a expressão artística, passa a ser um dos elemento característico do estilo Brutalista, entregando uma estética crua realçando o caráter geral também na decoração.

Fernanda Barretto e Marcelo Di Benedetto, com obras desenvolvidas pela oficina UmaUma, deram continuidade ao ciclo de vida útil de objetos que foram descartados, criando novos produtos para ganharem uma nova vida e novas funções em uma exposição. A Mesa Cone Disco da Marcenaria Ensaios e Modelos, resgata a madeira de demolição em sua forma maciça, com detalhe em ferro, foi desenvolvida com materiais nobres, para criar um contraste acolhedor com a modernida clean e fria.
O brutalismo no design de interiores, trás as raízes arquitetônicas bruta e imperfeita para dentro dos ambientes, contrapondo com as linhas lisas e impessoais dominadas pela tecnologia.